Não sei porque me veio à cabeça aquela imagem do Yin e Yang, seguida de uma reflexão de padaria: Somos amorfos na nossa essência, sempre dois em um.
Dualidade ora em calmaria, ora em conflito – beleza e feiúra, alegria e tristeza, honra e traição, dignidade e pequenez, orgulho e submissão – tudo isso e muito mais dentro de nós, digladiando-se para vir à tona e formar a essência de nossas atitudes.
Nenhuma posição é constante já dizia Sun Tzu na Arte da Guerra. Da mesma forma nenhum resultado desse duelo nos defini por si só, porém, quem sabe lá na frente? Bem lá na frente… Quando os rostos já não se reconhecerem ante o espelho poderemos olhar para trás e ver o resultado de cada um desses embates e, assim, e somente assim, teremos uma visão clara de quem somos e o que fizemos.
