Ele viveu vários anos de sua vida atormentado. Na bagagem de sua viagem no Beagle havia muito mais que anotações e espécimes exóticas, trouxera consigo a semente de um novo mundo – Uma idéia poderosa e revolucionária.
Diante de seus próprios questionamentos ele procurou fundamentar ao máximo seu trabalho, anos e anos a fio estudando minuciosamente como a seleção natural poderia através do tempo diferenciar indivíduos originalmente da mesma espécie.
A angustia que carregou durante esses anos nasceu da certeza das mudanças que aquela idéia traria ao mundo ao seu redor. Preferia não sê-lo, mas o foi. Arauto das possibilidades. Concebeu uma teoria que de tão revolucionaria afetou um dos principais fundamentos da religião dominante – a criação.
Não se curvou às convenções e finalmente depois de quase 30 anos (24 de novembro de 1859) lançou sua teoria ao mundo.
Críticas, sarcasmos e ignorância…

E como sempre, negação…

Depois de 150 anos apenas 14% dos americanos aceitam a possibilidade anunciada por Darwin. A grande maioria, 44%, acredita que em um dado momento nos últimos 10.000 anos, Deus nos criou a sua imagem e semelhança e nos delegou um planeta cheio de vida para que cuidássemos dele.
Posiciono-me ao lado da ciência, razão e dos homens e mulheres que tiveram a coragem de enfrentar e transgredir o establishment!
